O milagre do estar atento

Estar atento ao que sentimos em situações diversas é mais difícil do que parece, porém, necessário para um crescimento pessoal e espiritual.

Para se tornar calmo e submisso,  controlar a fera existente por dentro em momentos de cólera, é preciso se voltar ao centro, isolar o mundo, visualizar a situação de fora, refletir e tomar a decisão mais adequada e racional.

É importante não deixar o orgulho tomar conta nessas horas, sendo humilde e grato.

Momentos de explosão podem surgir, porém o arrependimento deve ser imediato e o perdão também, se responsabilizando pelos atos cometidos e não guardando nenhum tipo de rancor ou ódio. Dessa forma consegue tranquilizar o pensamento, o coração e ter uma melhor qualidade de vida.

Estar atento ao que pensamos, sentimos e fazemos é essencial para se viver em paz consigo e com os outros.

O texto abaixo não foi escrito por mim, mas por OSHO. Texto qual tomei o título emprestado para ilustrar essa nova publicação. Espero que gostem!

“A pessoa precisa começar observando o corpo, caminhando, sentando, indo pra cama, comendo. A pessoa deveria começar pelo mais sólido, pois isso é mais fácil, e então deveria se mover para experiências mais sutis.

A pessoa deveria começar observando pensamentos, e quando ela ficar especialista em observar pensamentos, então deveria começar a observar sentimentos.

Depois que você sentir que pode observar sentimentos, então deveria começar a observar seus estados de ânimo, ainda mais sutis e vagos que seus sentimentos.

O milagre do observar é o de que enquanto você observa seu corpo, seu observador se torna mais forte. Enquanto você observa os pensamentos, seu observador se torna mais forte ainda. Enquanto você observa os sentimentos, o observador se torna ainda mais forte. Quando você observa seus estados de ânimo, o observador é tão forte que pode permanecer ele mesmo.

Observar a si mesmo é como uma vela numa noite escura que ilumina não apenas tudo à volta, mas também a si mesma.

Observar é um processo eterno, você sempre vai se aprofundando, mas nunca chega ao fim. Quanto mais fundo você for, mais fica consciente de que entrou num processo eterno, sem nenhum começo e nenhum fim.

Mas as pessoas estão observando somente os outros, elas nunca se importam em observar a si mesmas. Todo mundo está observando. Este é o observar mais superficial. O que o outro está fazendo, o que o outro está vestindo, como ele aparenta. Todo mundo está observando. O observar não é algo novo a ser introduzido em sua vida, ele apenas precisa ser aprofundado, tirar dos outros e direcionar a seus próprios sentimentos interiores, pensamentos, estados de ânimo e, finalmente, ao próprio observador.

“Dois polacos foram dar uma volta e de repente começou a chover:
– Rápido! Disse um deles. Abra o seu guarda-chuva.
– Não vai ajudar em nada. Disse seu amigo. Meu guarda-chuva está cheio de furos.
– Então porque cargas d’água você o trouxe?
– Porque não achei que ia chover!”

Você pode rir muito facilmente dos atos ridículos das outras pessoas, mas você já riu de você mesmo? Você já se pegou fazendo algo ridículo? Não, você se mantém completamente sem se observar, toda sua observação é a respeito dos outros, e isso não é de nenhuma ajuda.

Use essa energia da observação para uma transformação do seu ser. Isso pode trazer para você tanta bem-aventurança e tanta bênção que você nem mesmo pode sonhar à respeito.

Um processo simples, mas uma vez que você comece a usá-lo em você mesmo, ele se torna uma meditação.

Pode-se fazer meditações a partir de qualquer coisa. Qualquer coisa que o leva a você mesmo é meditação, e é imensamente significativo encontrar sua própria meditação, pois nesse próprio encontrar, você encontrará imensa alegria. E porque é o seu próprio encontrar, e não algum ritual imposto sobre você, você adorará entrar fundo nela. Quanto mais fundo você entrar nela, mais feliz você se sentirá, tranquilo, mais silencioso, mais integrado, mais majestoso, mais gracioso.

Observe o seu corpo e você ficará surpreso. Posso mover minha mão sem consciência e posso movê-la com consciência. Você não perceberá a diferença, mas eu posso sentir a diferença. Quando a movo com consciência, há uma graça e uma beleza nela, uma serenidade e um silêncio.

Você pode caminhar estando atento a cada passo, isso lhe dará todo o benefício que o caminhar pode lhe dar como exercício, mais o benefício de uma meditação simples fantástica.

Você não deveria deixar passar inconscientemente nem mesmo um único momento. A observação afiará a sua consciência. Essa é a religião essencial, e tudo o mais é apenas conversa.

Mas Waduda, você me pergunta: “Existe algo mais?”

Não, se você puder fazer somente a observação, nada mais é necessário. Meu esforço aqui é fazer a religião tão simples quanto possível. Todas as religiões fizeram justamente o oposto, elas fizeram as coisas muito complexas, tão complexas que as pessoas nem ao menos as tentaram.

Eu lhe ensino, simplesmente encontre um único princípio que se harmonize com você, que esteja em sintonia com você, e isso é suficiente.”

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